O chamado golpe da maquininha tem se tornado uma das fraudes mais recorrentes no país, com prejuízo estimado em R$ 4,8 bilhões em apenas 12 meses. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número de estelionatos aumentou mais de 400% nos últimos seis anos, com mais de dois milhões de registros apenas em 2024.

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A nova versão do golpe envolve criminosos que se passam por taxistas. Eles abordam passageiros em locais movimentados, simulam corridas legítimas e, ao final, alegam que não aceitam pagamento via Pix ou cartão por aproximação. A vítima é induzida a inserir o cartão físico em uma maquininha adulterada, que registra a senha digitada por meio de um botão camuflado. Em seguida, o golpista troca o cartão por outro e realiza compras de alto valor com o original.
Casos como o da aposentada Nunzia Caruso, em São Paulo, e do médico Thales Bretas, no Rio de Janeiro, ilustram a sofisticação da fraude. Ambos foram vítimas de cobranças indevidas que ultrapassaram R$ 4 mil. As ações dos criminosos incluem encenações, como simular problemas mecânicos no veículo, para distrair a vítima e concluir o golpe.
A polícia alerta que os estelionatários se aproveitam da vulnerabilidade tecnológica e da distração dos passageiros. Há registros de compras fraudulentas que chegam a R$ 17 mil. Enquanto os estelionatos crescem, os roubos caíram 51% no mesmo período, indicando uma migração das quadrilhas para crimes de menor exposição e maior retorno financeiro.
Para se proteger, especialistas recomendam o uso de táxis por aplicativo, embarque em pontos oficiais e preferência por pagamentos via Pix ou cartão por aproximação. A atenção ao nome exibido na maquininha e à presença de visor também são medidas preventivas importantes.
Com informações do G1.