Uma série de furtos e arrombamentos tem causado insegurança entre moradores e comerciantes da Rua Conselheiro Pedro Luiz, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador. Os crimes, atribuídos a usuários de drogas em situação de rua, ocorrem a qualquer hora do dia e da noite, mesmo com a proximidade da 12ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), localizada a menos de 150 metros dos locais atingidos.

Foto: Bruno Wendel.
Entre os alvos estão garagens, boates desativadas, agências bancárias e estabelecimentos comerciais. Os criminosos levam desde correntes de segurança até condensadores de ar-condicionado, agindo com ferramentas e, em alguns casos, com apoio de comparsas.
Relatos de moradores
O estatístico Luís Antônio Nadal, de 33 anos, conta que acordou às 3h da manhã no dia 1º de outubro com um barulho e percebeu que um homem estava serrando fios de energia do poste em frente ao seu prédio. “Ele era magro, sujo, com roupas rasgadas, parecia usuário de crack. Pulou o portão e arrombou o quadro de energia de uma boate vizinha”, relatou.
No domingo (12), Nadal testemunhou outro episódio: um homem tentava arrombar o portão da agência do Bradesco com uma barra de ferro. Após ser surpreendido, fugiu de bicicleta. A polícia foi acionada, mas não conseguiu localizar o suspeito. O mesmo homem ainda furtou um condensador de ar-condicionado de uma boate desativada.
Escalada da violência
Além dos furtos, o bairro registrou episódios de violência extrema. Em abril, um jovem foi executado com mais de 50 tiros na Rua Rodrigo Argolo, próximo à residência de uma deputada estadual. Dias depois, o Largo de Santana amanheceu com pichações do Comando Vermelho, e outro jovem foi assassinado no local.
Comerciantes relatam que os criminosos agem com mais sofisticação, utilizando ferramentas e carrinhos de compras para esconder os objetos furtados sob lonas. “Eles parecem profissionais. Vêm a pé, agem na calada da noite e não têm medo da polícia”, disse um lojista que preferiu não se identificar.
Prejuízos e insegurança
Os prejuízos financeiros também preocupam. Um comerciante afirma ter gasto R$ 4 mil para reparar equipamentos danificados. “Reforcei a solda do que sobrou, mas não duvido que voltem. Contratamos segurança, mas é difícil conter”, lamentou.
Moradores apontam que os furtos podem estar sendo incentivados por sucatarias na Avenida Vasco da Gama, onde é comum ver pessoas com carrinhos cheios de fios e objetos metálicos.
A reportagem solicitou posicionamento das Polícias Civil e Militar, mas não obteve resposta até o momento.
Com informações do Correio da Bahia.