A primeira rodoviária de Salvador, chamada Rodoviária Armando Viana de Castro, funcionou entre 1959 e 1974 na Rua Cônego Pereira, no bairro das Sete Portas. Idealizada pelos arquitetos Diógenes Rebouças e Assis Reis, foi construída em um ponto estratégico da cidade, já que a população estava concentrada no centro e em áreas próximas.

Foto: UFBA.
Segundo o historiador Rafael Dantas, da Universidade Federal da Bahia, a localização permitia conexão com o Vale de Nazaré, Baixa de Quintas, Rótula do Abacaxi e Baixa dos Sapateiros, onde já existia um tipo de terminal rodoviário. A estrutura, feita em concreto, seguia linhas modernistas semelhantes às da rodoviária inaugurada depois na Avenida ACM, mas sofreu reformas que descaracterizaram parte do projeto original.
O terminal ficava em uma área de forte impacto histórico e patrimonial, cercado pela região do Carmo e pela Baixa dos Sapateiros. Com o crescimento urbano e a construção das avenidas de vale, a movimentação foi transferida para o miolo da cidade. Nos anos 1970, a nova rodoviária foi inaugurada na região do Iguatemi, acompanhada pelo desenvolvimento do Shopping Iguatemi, marcando uma nova fase de expansão de Salvador.
Hoje, não há mais vestígios da antiga rodoviária das Sete Portas. A cidade vive outra etapa de transformação com a inauguração da nova Rodoviária da Bahia, em Águas Claras, que começou a operar em janeiro de 2026. Integrada à estação de metrô, o terminal concentra 363 linhas intermunicipais, 10 metropolitanas e diversas urbanas, além de oferecer salas VIP, estacionamento com 847 vagas, pontos comerciais e uma unidade do SAC. Futuramente, também terá integração com o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), atualmente em obras.
A trajetória da rodoviária mostra como Salvador se reestruturou ao longo das décadas, acompanhando o crescimento populacional e as mudanças no transporte urbano e intermunicipal.
Com informações do Correio da Bahia.