Família baiana é expulsa de voo da Air France após disputa por assento na executiva

Uma família baiana foi retirada de um voo da Air France no Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, após um impasse envolvendo assentos na classe executiva. O episódio ocorreu na madrugada da última quarta-feira (14), no voo AF562 com destino a Salvador, e gerou versões conflitantes entre os passageiros e a companhia aérea.

Foto: Air France.

Segundo relato de Ivan Lopes, que viajava com a esposa e duas filhas, o grupo havia adquirido um upgrade da classe econômica premium para a executiva, pagando 399 euros por passageiro, totalizando 1.596 euros. No entanto, ao embarcar, foram informados de que o assento de uma das filhas não poderia ser mantido devido a um problema técnico. Para a família, o impasse se agravou quando perceberam que o assento em questão estava ocupado por um passageiro francês, supostamente funcionário da própria companhia.

Ivan afirma que o comandante da aeronave teria se exaltado e gritado com sua esposa e filha, o que culminou na retirada da família do avião com apoio de policiais armados. Após o desembarque, o grupo não recebeu realocação imediata nem assistência adequada, sendo orientado a comprar novas passagens. A família decidiu adquirir bilhetes em outra companhia aérea, também na classe executiva, e estima um prejuízo de cerca de 16 mil euros, valor que deve ser incluído em ação judicial contra a Air France.

Em nota, a companhia aérea confirmou o desembarque, mas apresentou versão diferente. Segundo a empresa, os passageiros foram retirados por comportamento inadequado e exaltado, que teria comprometido a segurança do voo. A Air France explicou que um dos assentos estava inoperante e, por isso, o upgrade não pôde ser honrado, sendo o lugar destinado a um cliente que havia comprado originalmente a passagem na executiva. A companhia afirmou ainda que ofereceu assentos na econômica premium para que a família viajasse junta, mas que os passageiros optaram por manter três lugares na executiva e um na classe inferior.

O caso expôs divergências entre a versão dos passageiros e da companhia aérea, levantando questionamentos sobre práticas de venda de upgrades e o tratamento dado a clientes em situações de conflito. A família baiana afirma ter vivido constrangimento e abuso de autoridade, enquanto a Air France sustenta que agiu em conformidade com a legislação internacional para garantir a segurança do voo.

Com informações do G1.

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