Falta de sono: impacto na expectativa de vida e como calcular se você dorme o suficiente

Dormir pouco não é apenas sinônimo de cansaço. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Saúde e Ciência do Oregon, nos Estados Unidos, mostrou que o sono insuficiente é o segundo maior fator de redução da expectativa de vida, atrás apenas do tabagismo. O estudo analisou dados de saúde de mais de 3.100 condados americanos entre 2019 e 2025 e concluiu que dormir menos de 7 horas por noite está diretamente associado a maior risco de doenças e morte precoce.

Foto:  Ketut Subiyanto.

Por que o sono é tão importante?

Durante o descanso, o corpo realiza funções essenciais:

  • Regulação hormonal e metabólica;
  • Reparação celular e fortalecimento do sistema imunológico;
  • Controle da pressão arterial e da saúde cardiovascular.

A falta de sono está ligada ao aumento de casos de câncer, diabetes, hipertensão, infarto e doenças metabólicas, segundo especialistas como a professora Vânia D’Almeida (Unifesp).

Mitos sobre “compensar” o sono

Muitos acreditam que é possível recuperar noites mal dormidas descansando mais no fim de semana. Esse fenômeno, chamado de jet lag social, não compensa o déficit acumulado. O metabolismo não consegue “repor” o que foi perdido, e os danos permanecem.

Quanto tempo você deveria dormir?

O consenso científico indica que a necessidade de sono varia conforme a idade:

Faixa etáriaHoras recomendadas por noite
Crianças (6–12 anos)9–12 h
Adolescentes (13–18 anos)8–10 h
Adultos (18–64 anos)7–9 h
Idosos (65+)7–8 h

Dormir menos que isso de forma contínua pode encurtar anos de vida.

Qualidade também importa

Não basta apenas a quantidade de horas. O sono precisa ser profundo e contínuo. Interrupções frequentes ou distúrbios como apneia reduzem o efeito reparador.

Os três pilares de um bom descanso são:

  • Quantidade: respeitar as horas recomendadas para a idade.
  • Qualidade: sono profundo, sem muitas interrupções.
  • Regularidade: manter horários fixos para dormir e acordar.

Dicas práticas para dormir melhor

  • Estabeleça horários regulares para dormir e acordar.
  • Evite telas e aparelhos eletrônicos antes de deitar.
  • Reduza luzes artificiais à noite.
  • Prefira refeições leves no período noturno.
  • Pratique atividade física regularmente.
  • Procure ajuda médica em caso de distúrbios como insônia ou apneia.

Com informações do G1.

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