Execução de Ruy Ferraz Fontes: polícia identifica suspeitos e pede prisão após atentado em Praia Grande

A morte do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, está sendo tratada como um atentado de alto impacto contra o Estado. Fontes foi executado com mais de 20 tiros de fuzil na tarde de segunda-feira (15), em Praia Grande, litoral paulista. A ação, que durou menos de 40 segundos, foi registrada por câmeras de segurança e envolveu perseguição e disparos em plena via pública.

Foto: Divulgação.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou que dois suspeitos foram identificados e teve início o pedido formal de prisão à Justiça. Impressões digitais encontradas em um dos veículos usados no crime — um Jeep Renegade que não foi incendiado como planejado — foram cruciais para a identificação. Um dos suspeitos já possui histórico criminal, com passagens por tráfico de drogas e roubo.

O secretário Guilherme Derrite classificou o crime como um “atentado terrorista” e destacou a rapidez da investigação conduzida pela Polícia Civil. Uma força-tarefa foi montada com agentes civis e militares, muitos com acesso a informantes ligados ao crime organizado.

Fontes, que comandou a Polícia Civil entre 2019 e 2022, era conhecido por sua atuação firme contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele participou da prisão de líderes da facção, incluindo Marcola, e foi alvo de ameaças ao longo de sua carreira. Em 2010, escapou de um plano de execução do PCC graças à intervenção do então tenente da Rota, Guilherme Derrite.

A investigação trabalha com duas principais linhas: vingança pela atuação histórica de Fontes contra o PCC e represália por sua gestão na Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande, onde teria contrariado interesses criminosos.

A execução de Fontes reacende o debate sobre o poder do crime organizado no Brasil. Especialistas como Rafael Alcadipani, da FGV, apontam que o episódio revela a ousadia das facções e a fragilidade da segurança pública diante de ações coordenadas e violentas.

O governador Tarcísio de Freitas determinou mobilização total das forças policiais e afirmou estar “estarrecido” com a brutalidade e o planejamento da ação. Enquanto isso, o Ministério Público e autoridades que atuaram com Fontes reforçam que o combate ao crime organizado exige resposta firme e proteção institucional.

A morte de Ruy Ferraz Fontes não é apenas uma perda para a segurança pública, mas um alerta sobre os riscos enfrentados por quem desafia estruturas criminosas enraizadas. A investigação segue em ritmo acelerado, com expectativa de novas prisões nos próximos dias.

Com informações do G1.

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