Ex-prefeito de Taboão da Serra pagou R$ 85 mil para forjar atentado, diz preso delator

O ex-prefeito de Taboão da Serra, José Aprigio (Podemos), pagou R$ 85 mil por um fuzil AK-47 para simular um atentado contra si durante sua campanha à reeleição em outubro de 2024. Segundo informações de um preso colaborador, ele e seus secretários organizaram a farsa para sensibilizar os eleitores e tentar alavancar sua candidatura.

Foto: Divulgação

O caso da falsa tentativa de homicídio

Em 18 de outubro de 2024, Aprigio foi baleado no ombro em um suposto ataque a tiros, quando estava em um carro blindado. O atirador disparou com um fuzil de alto calibre, atravessando a blindagem do veículo. Imagens do prefeito sangrando dentro do carro e vídeos no hospital rapidamente se espalharam nas redes sociais, dando a impressão de que ele havia sido vítima de um atentado.

Investigação e descoberta da farsa

O Ministério Público (MP) e a Polícia Civil descobriram que o ataque foi planejado para dar a impressão de atentado e que Aprigio pediu que os atiradores disparassem contra o vidro blindado, acreditando que os tiros não o atingiriam. R$ 500 mil foram prometidos a um grupo de cinco atiradores e comparsas para executar o plano, sendo que a maioria do valor seria dividido entre eles. Além de Aprigio, o sobrinho, secretários e outros envolvidos, incluindo pessoas que contrataram os atiradores, estão sendo investigados por associação criminosa e tentativa de homicídio. O fuzil usado na farsa foi comprado por R$ 85 mil, e os atiradores receberam parte do pagamento por suas ações.

Reações de Aprigio e defesa

O ex-prefeito nega que tenha forjado o atentado e alega que foi vítima de uma tentativa de homicídio real. Seu advogado disse que a vida de Aprigio estava em risco e que ele foi surpreendido pela acusação de fraude. Aprigio não foi preso e continua afirmando sua inocência no caso, embora a investigação tenha descartado a hipótese de atentado político.

Prisões e buscas

Na Operação Fato Oculto realizada em 17 de fevereiro de 2025, três secretários de Aprigio foram investigados, e vários outros envolvidos foram presos ou continuam foragidos, incluindo atiradores e comparsa. Durante a operação, a polícia apreendeu mais de R$ 300 mil em dinheiro na casa de Aprigio.

Conclusão da investigação

A investigação apontou que a tentativa de homicídio foi, na verdade, uma simulação planejada por Aprigio e seus aliados políticos para tentar mudar o resultado das eleições, algo que, no final, não conseguiu reverter sua derrota nas urnas.

Com informações do G1.

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