O meia Everton Ribeiro, camisa 10 do Bahia, revelou nesta segunda-feira (6) que foi diagnosticado com câncer de tireoide há cerca de um mês. O jogador, de 36 anos, passou por cirurgia e tranquilizou os fãs ao afirmar que o procedimento correu bem. Em mensagem publicada nas redes sociais, Everton agradeceu o apoio da família e dos seguidores: “Sigo em recuperação, com fé e com o apoio de vocês. Tenho certeza de que vamos vencer mais essa batalha juntos.”

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O câncer de tireoide é considerado menos agressivo que outros tipos de tumores, especialmente nas formas papilífera e folicular, que representam cerca de 80% dos casos. Segundo o oncologista Stephen Stefani, do grupo Oncoclinicas, esses tipos têm evolução lenta e bom prognóstico, a ponto de alguns especialistas evitarem até o uso do termo “câncer” em certos diagnósticos. “É uma doença presente, mas sem o alarme que outras doenças oncológicas podem causar”, explica.
A doença é mais comum entre mulheres, com uma incidência de 11,15 casos por 100 mil, contra 1,72 entre os homens. Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam cerca de 14 mil novos casos por ano no Brasil, sendo 2 mil em homens.
Entre os sintomas mais frequentes estão nódulo no pescoço, rouquidão persistente, dificuldade para engolir ou respirar e dor irradiada para mandíbula ou ouvido. O diagnóstico costuma ser feito por punção aspirativa com agulha fina (PAAF), complementado por exames de imagem e laboratoriais.
O tratamento varia conforme o tipo histológico. Nos casos mais comuns, a cirurgia é eficaz, podendo ser seguida por iodoterapia. Em situações específicas, como o tipo medular, podem ser indicadas terapias-alvo. Já o tipo anaplásico, mais raro e agressivo, exige abordagem intensiva.
Everton Ribeiro está no Bahia desde o início de 2024 e é capitão da equipe comandada por Rogério Ceni. A cirurgia foi realizada durante a pausa do Campeonato Brasileiro para a Data Fifa, e o clube ainda não divulgou o tempo estimado de recuperação do atleta. Segundo informações do ge, ele ficará afastado dos treinos ao longo desta semana.
O caso de Everton reforça a importância da vigilância médica e do apoio emocional durante o tratamento.
Com informações do G1.