EUA divulgam nova estratégia de defesa e ameaçam vizinhos com uso de força militar

O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, apresentou uma nova Estratégia Nacional de Defesa que prevê o uso de força militar contra países do Hemisfério Ocidental que não cooperarem com os objetivos norte-americanos, especialmente no combate ao narcotráfico e à influência de rivais como China e Rússia. O documento foi publicado pelo Departamento de Guerra na última sexta-feira (23).

Foto: Getty Images.

Segundo o texto, a meta é assegurar a dominância militar e comercial dos EUA “do Ártico à América do Sul”. Embora mencione a busca por cooperação em “boa-fé” com vizinhos, a estratégia deixa aberta a possibilidade de ações militares unilaterais. Como exemplo, cita a operação em Caracas que resultou na deposição de Nicolás Maduro.

O plano é descrito como um “corolário Trump à Doutrina Monroe”, reforçando a ideia de que o hemisfério pertence à esfera de influência dos EUA. O documento destaca áreas estratégicas como o Canal do Panamá, o Golfo das Américas e a Groenlândia, além de prever maior presença militar no Pacífico Ocidental para conter a expansão chinesa.

Entre os pontos centrais da estratégia estão:

  • Deter a China por meio da força e da contenção, sem confronto direto.
  • Delegar à Otan e a aliados regionais o enfrentamento da Rússia e da Coreia do Norte.
  • Reservar o direito de ataques militares contra organizações narcoterroristas em qualquer parte das Américas.
  • Obrigar Canadá e México a reforçar o fechamento das fronteiras contra imigração ilegal e narcotráfico.
  • Modernizar forças nucleares e retomar a indústria militar norte-americana.

A China é tratada como principal rival global, mas o documento afirma que não é necessário “estrangular” Pequim, e sim buscar um equilíbrio de poder militar no Indo-Pacífico. Já a Rússia é considerada ameaça a ser contida por meio da Otan.

A nova política de defesa, que marca o segundo mandato de Trump, reforça o lema “paz por meio da força” e amplia a responsabilidade dos aliados no que chama de “fardo da segurança compartilhada”. O texto também prevê ações para garantir acesso militar e comercial em regiões estratégicas da América Latina e do Ártico, além de intensificar o combate ao narcotráfico com operações diretas e apoio a aliados.

A divulgação da estratégia reacende debates sobre os limites da atuação dos EUA no continente e sobre o impacto das medidas na relação com países vizinhos.

Com informações do G1.

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