Os Estados Unidos confirmaram nesta quinta-feira (15) a apreensão de mais um petroleiro associado à Venezuela no mar do Caribe. O navio, chamado Veronica e registrado sob a bandeira da Guiana, foi interceptado por tropas da Força-Tarefa Conjunta Southern Spear, que partiram do porta-aviões USS Gerald Ford. A operação ocorreu sem incidentes e foi divulgada pelo Comando Sul do Exército norte-americano.

Foto: Divulgação.
Um vídeo divulgado mostra militares descendo de helicóptero por cordas até o petroleiro. Segundo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, o Veronica integra a chamada “frota fantasma” da Venezuela, acusada de tentar burlar sanções impostas contra a indústria petrolífera de Caracas. Esta é a sexta apreensão de embarcações ligadas ao país desde que o governo Trump decretou um bloqueio total ao petróleo venezuelano.
Contexto político e estratégico
A ação acontece poucas horas antes de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a opositora venezuelana María Corina Machado na Casa Branca. O episódio reforça a ofensiva norte-americana contra o transporte clandestino de petróleo da Venezuela, intensificada após a deposição de Nicolás Maduro em janeiro.
Histórico recente de apreensões
Nos últimos dias, outras operações semelhantes foram registradas:
- Em 9 de janeiro, o petroleiro Olina foi apreendido perto de Trinidad e Tobago.
- Em 7 de janeiro, dois navios foram interceptados no mesmo dia: o Marinera (antigo Bella 1), sob bandeira russa, e o M/T Sophia, de bandeira panamenha.
De acordo com o Departamento de Guerra dos EUA, a Operação Southern Spear segue firme em sua missão de “restaurar a segurança no Hemisfério Ocidental” e impedir atividades ilícitas ligadas ao petróleo venezuelano.
Riscos e implicações
Especialistas apontam que as apreensões têm impacto direto na logística da indústria petrolífera venezuelana, já fragilizada pelas sanções internacionais. Além disso, reforçam a mensagem política de que não há “refúgio seguro” para embarcações que tentem driblar o bloqueio imposto por Washington.
O episódio evidencia a continuidade da pressão norte-americana sobre Caracas e a tentativa de controlar o fluxo de petróleo venezuelano na região.
Com informações do G1.