O Conselho da Paz, lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, já enfrenta resistência de importantes aliados ocidentais. Espanha e Alemanha anunciaram que não participarão da iniciativa, juntando-se a França, Noruega, Eslovênia e Suécia, que também rejeitaram o convite.

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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, justificou a decisão afirmando que a recusa está alinhada ao compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo. Ele também criticou o fato de o conselho não incluir a Autoridade Palestina. Já o chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que estaria disposto a colaborar em prol de Gaza, mas não aceitou o plano nos termos apresentados.
Quem aceitou participar
Entre os cerca de 60 países convidados, os que confirmaram presença incluem:
- Argentina, Arábia Saudita, Egito, Israel, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Jordânia, Catar, Marrocos, Paquistão, Vietnã, entre outros.
Cerca de 30 líderes estiveram presentes na cerimônia de lançamento, incluindo o presidente argentino Javier Milei.
Quem ainda não respondeu
Alguns países ainda não se posicionaram, como:
- Brasil, Reino Unido, China, Rússia, Itália, Croácia, Singapura e Ucrânia.
Estrutura e críticas
O Conselho da Paz foi criado para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e coordenar sua reconstrução, mas é visto por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar a ONU. Trump declarou que será o presidente vitalício do órgão, com poder de veto e autoridade para escolher ou excluir países.
O plano prevê transformar Gaza em uma zona desmilitarizada e reconstruída com arranha-céus, batizada de “Nova Gaza”, sob supervisão de um comitê palestino tecnocrático. Além disso, o estatuto prevê mandatos de três anos para os países membros, mas aqueles que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão poderão garantir participação permanente.
A recusa de países-chave como Espanha e Alemanha reforça a percepção de que o conselho nasce esvaziado e com forte dependência de aliados não ocidentais, enquanto grandes potências europeias mantêm distância da iniciativa.
Com informações do G1.