Erro de identificação levou Anderson Gabriel da Silva à prisão; Defensoria Pública aponta falhas no reconhecimento e pede responsabilização do Estado

Anderson Gabriel da Silva, de 25 anos, foi libertado na terça-feira (7) após passar 10 meses preso por engano no Centro de Triagem e Observação Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. O jovem foi confundido com o verdadeiro acusado de um homicídio ocorrido em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco — ambos têm o mesmo nome e até o mesmo nome da mãe.

Foto: Divulgação.

Segundo a Defensoria Pública de Pernambuco, que acompanhou o caso, a Polícia Civil cometeu um erro na identificação civil do suspeito. A falha levou à decretação da prisão preventiva de Anderson, que desde o início negou qualquer envolvimento com o crime.

Reconhecimento equivocado e investigação

O equívoco começou com um reconhecimento fotográfico feito pela irmã da vítima, que apontou Anderson como autor do crime. A Defensoria foi acionada pela família e, em março deste ano, entrou com o primeiro pedido de liberdade. O processo passou por diferentes defensores e envolveu coleta de assinaturas, análise de documentos e comparação de registros de foto e vídeo.

As provas demonstraram que Anderson foi confundido com o verdadeiro criminoso, que permanece foragido.

Responsabilização e próximos passos

Após a soltura, a Defensoria Pública orientou Anderson a buscar responsabilização do governo estadual pelos danos causados pela prisão indevida. A TV Globo procurou a Polícia Civil, a Secretaria Estadual de Defesa Social e o governo de Pernambuco, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Com informações do G1.

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