Encalhe em massa: mais de 730 pinguins-de-magalhães são encontrados mortos no litoral de SP

O litoral sul de São Paulo enfrenta um fenômeno preocupante: o número de pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) encontrados mortos nas praias de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida subiu para 739, segundo o Instituto de Pesquisas Cananéia (Ipec). Os registros foram feitos entre os dias 15 e 21 de agosto e indicam um encalhe em massa de animais em avançado estado de decomposição.

Foto:  Rinaldo Rori/TV Tribuna

O que está acontecendo?

Esses encalhes ocorrem durante o período migratório da espécie, que vai de junho a setembro. Os pinguins deixam suas colônias na Patagônia argentina e nadam rumo ao norte, passando pelo Uruguai e chegando ao Sul e Sudeste do Brasil. A viagem é longa e desgastante, e muitos chegam debilitados, sem energia ou alimento suficiente para completar o trajeto.

Possíveis causas apontadas por especialistas

  • Falta de alimento: Águas do Sudeste não oferecem nutrição adequada para todos os pinguins migrantes.
  • Interferência humana: Contaminação por óleo, ingestão de lixo e poluição podem afetar a saúde dos animais.
  • Redes de pesca: Pinguins podem se enroscar e ser descartados no mar por pescadores.
  • Juventude e desorientação: Muitos dos animais encontrados são filhotes, ainda sem coloração definida, o que indica inexperiência na migração.

O biólogo Alex Ribeiro explicou que os pinguins jovens podem se perder facilmente e acabar à deriva. Já William Rodriguez Schepis destacou que, apesar de o fenômeno poder ser parte da seleção natural, o número elevado em curto período exige investigação mais profunda.

O que vem a seguir?

As análises necroscópicas dos animais recolhidos pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) serão fundamentais para determinar as causas exatas das mortes. Um novo balanço será divulgado pelo Ipec para atualizar os dados.

Esse episódio serve como alerta sobre os impactos ambientais da atividade humana e da mudança climática sobre espécies migratórias. Se quiser, posso te ajudar a montar um infográfico sobre a rota migratória dos pinguins-de-magalhães ou um post educativo sobre como proteger a fauna marinha.

Com informações do G1.

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