O Ministério Público da Bahia (MPBA) determinou a realização de uma reconstituição do assassinato dos rifeiros Rodrigo da Silva Santos, 33 anos, conhecido como DG Rifas, e sua esposa Hynara Santa Rosa da Silva, 39, a Naroka. O casal foi morto a tiros em dezembro de 2023 dentro de um condomínio em Barra do Jacuípe, município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.

Foto: Divulgação.
Decisão do MP
A medida foi encaminhada à Polícia Civil no último dia 11, quando o crime completou dois anos sem solução. Segundo o órgão, o inquérito foi devolvido para cumprimento de novas diligências, incluindo a reprodução simulada dos fatos, além da coleta de novos depoimentos e intimações. O objetivo é tentar avançar na investigação, que até agora não identificou os autores do duplo homicídio.
Situação da investigação
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito havia sido remetido ao Poder Judiciário pela 33ª Delegacia Territorial de Monte Gordo em maio deste ano, mas sem autoria definida. A falta de provas concretas e testemunhos conclusivos tem dificultado o avanço do caso.
O casal e sua atuação
Na época do crime, DG Rifas e Naroka eram donos de uma empresa de rifas e atuavam como influenciadores digitais. Juntos, somavam mais de 190 mil seguidores nas redes sociais, onde divulgavam sorteios e interagiam com o público. A execução do casal chamou atenção pela repercussão entre internautas e pela ligação com o universo dos jogos ilegais, que já havia registrado outros episódios de violência envolvendo rifeiros e influenciadores.
A reconstituição determinada pelo MP busca esclarecer detalhes da noite do crime e pode ser decisiva para identificar os responsáveis. Enquanto isso, familiares e seguidores seguem cobrando respostas para um caso que permanece como um dos grandes mistérios recentes da Região Metropolitana de Salvador.
Com informações do Correio da Bahia.