Novos arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Jeffrey Epstein trouxeram uma informação inesperada: o bilionário, acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes, possuía um CPF brasileiro ativo e regular na Receita Federal.

Foto: Divulgação.
Segundo o g1, o documento foi emitido em 2003 e segue válido até hoje, constando com a data de nascimento de Epstein (20 de janeiro de 1953). A descoberta aparece em uma pasta chamada “Arquivos diversos”, entre os milhões de documentos liberados recentemente pela Justiça americana.
Como estrangeiros podem ter CPF
A Receita Federal confirmou que estrangeiros sem residência no Brasil podem solicitar inscrição no CPF, seja pessoalmente ou por meio de um procurador. No caso de pessoas falecidas, como Epstein, qualquer medida sobre o documento só pode ser solicitada por inventariante ou sucessores legais, caso haja bens a inventariar no país.
Conversas sobre cidadania brasileira
Os documentos também revelam que Epstein chegou a discutir com a empresária alemã Nicole Junkermann a possibilidade de obter cidadania brasileira. Em e-mails de 2011, Junkermann sugeriu a ideia, mas Epstein respondeu que “os vistos poderiam ser um problema ao viajar para outros países”.
O caso Epstein
- Primeiras denúncias: em 2005, por abuso sexual de menores na Flórida.
- Condenação: em 2008, cumpriu 13 meses de prisão por exploração de menores.
- Prisão final: em julho de 2019, acusado de operar uma rede de exploração sexual.
- Morte: encontrado morto na prisão em agosto de 2019; a autópsia concluiu suicídio.
- Impacto: mais de 250 meninas menores de idade foram apontadas como vítimas; após sua morte, processos passaram a mirar cúmplices e indenizações às vítimas.
A revelação do CPF brasileiro adiciona um novo capítulo às conexões internacionais de Epstein, mostrando que ele buscava alternativas para ampliar sua rede de influência e mobilidade global.
Com informações do G1.