Desemprego atinge menor nível histórico em 2025, aponta IBGE

A taxa média de desemprego no Brasil fechou 2025 em 5,6%, o menor patamar desde o início da série histórica em 2012, segundo dados divulgados pelo IBGE. O índice representa uma queda de um ponto percentual em relação a 2024, quando estava em 6,6%, e corresponde a uma redução de cerca de um milhão de pessoas na população desocupada, que passou de 7,2 milhões para 6,2 milhões.

Foto: Agência Brasília.

No trimestre encerrado em dezembro, a taxa foi ainda menor, de 5,1%. O nível de ocupação também atingiu recorde, chegando a 59,1% da população em idade de trabalhar. O total de ocupados alcançou 103 milhões de pessoas, o maior número já registrado, com crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior.

O resultado chama atenção porque ocorreu em um cenário de juros elevados. A taxa Selic está em 15% ao ano, o maior patamar em duas décadas. Em geral, juros altos reduzem investimentos e contratações, mas o mercado de trabalho se manteve aquecido. Segundo Adriana Beringuy, analista do IBGE responsável pela PNAD, isso se explica pela expansão em setores menos dependentes de crédito, como serviços de informação, comunicação, atividades financeiras, administrativas e o setor público.

Além disso, o aumento do salário mínimo contribuiu para elevar a renda dos trabalhadores de menor remuneração, impulsionando o consumo em bens não duráveis e serviços. O rendimento médio habitual anual foi estimado em R$ 3.560, alta de 5,7% frente a 2024, enquanto a massa de rendimento somou R$ 361,7 bilhões, também recorde da série.

Entre os setores, informação e comunicação registraram o maior avanço percentual, com crescimento de 6,8% e total de 13,4 milhões de ocupados. A administração pública, educação e saúde também tiveram expansão significativa, com 19 milhões de trabalhadores. Já a construção recuou 3,9%, interrompendo quatro anos de crescimento, e os serviços domésticos tiveram queda de 4,1%.

O IBGE destacou ainda a melhora na qualidade dos vínculos, com maior formalização e redução da taxa de informalidade de 39% para 38,1%. A população subutilizada caiu para 16,6 milhões de pessoas, enquanto o número de desalentados recuou para 2,9 milhões, o menor nível desde 2021.

O cenário mostra que, mesmo diante de juros elevados, o mercado de trabalho brasileiro manteve dinamismo em 2025, sustentado pelo aumento da renda e pela expansão em setores menos sensíveis ao crédito.

Com informações do G1.

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