Os democratas de Wisconsin celebraram uma vitória significativa na disputa pela Suprema Corte estadual, onde a juíza Susan Crawford, apoiada pelo partido, garantiu a vaga com uma vantagem de 10 pontos sobre o candidato conservador Brad Schimel. A eleição, marcada pela interferência do bilionário Elon Musk, funcionou como um referendo sobre sua influência e a de Donald Trump, resultando em uma derrota para ambos.

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Estratégia democrata e rejeição popular
Musk, que realizou comícios e distribuiu cheques em apoio ao candidato conservador, tornou-se alvo da campanha democrata apelidada de “O Povo x Musk”. A estratégia de neutralizar o bilionário foi bem-sucedida, evidenciando que sua influência pode ser combatida em âmbito nacional. “Wisconsin levantou-se e disse em voz alta que a Justiça não tem preço. Nossos tribunais não estão à venda,” declarou Crawford após a apuração dos votos.
Impactos na suprema corte e no cenário político
Com a vitória de Crawford, os progressistas mantêm a maioria de 4 a 3 na Suprema Corte estadual, o que poderá influenciar decisões sobre temas como aborto, demarcação de distritos eleitorais e poder sindical. Para os republicanos, a derrota acendeu o alerta para as eleições de meio de mandato, que podem alterar a composição partidária do Congresso.
Mensagem nacional
O presidente do Comitê Nacional Democrata, Ken Martin, destacou a rejeição popular à influência de Musk e Trump: “Fiquem fora de nossas eleições e fiquem longe de nossos tribunais.” A eleição em Wisconsin sinaliza resistência ao segundo mandato de Trump e às políticas promovidas por Musk, reforçando o ânimo dos democratas para futuras disputas.
Com informações do G1.