A Polícia Federal revelou que o suplente de deputado federal Bosco Costa (PL-SE) usava sua família em um esquema de desvio de emendas parlamentares. A investigação aponta que ele utilizava a conta de sua esposa, Maria Rivandete de Andrade, para ocultar o dinheiro desviado e envolvia seu filho, Thales Andrade Costa, na negociação e ocultação dos valores.

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir no final deste mês se Bosco Costa, juntamente com os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), será processado por sua participação na “comercialização de emendas parlamentares”. A organização criminosa, que incluía lobistas e um agiota, teria desviado 25% das emendas destinadas à saúde de São José de Ribamar (MA).
De acordo com o relatório da PF, que inclui extratos bancários, um pagamento de R$ 40 mil foi transferido para a conta de Maria Rivandete em dezembro de 2020, com outro valor de R$ 25 mil transferido em janeiro de 2020. A investigação liga esses pagamentos ao esquema liderado por Josimar Maranhãozinho, acusado de ser o responsável pela empresa Joas Consultoria, que, segundo a PF, servia para ocultar os recursos ilegais.
Com informações do G1