Depois da Venezuela, Trump mira o Brasil e pode prejudicar a direita, avalia especialista

Após a operação militar que resultou na captura de Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve ampliar sua influência na América Latina. A análise é do historiador Erick Langer, professor da Universidade de Georgetown, que em entrevista à BBC News Brasil afirmou que o Brasil será o “grande contrapeso” às investidas de Washington.

Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP/Getty Images via BBC

Segundo Langer, a estratégia americana na Venezuela não tem como objetivo restaurar a democracia, mas sim transformar o país em uma “colônia econômica”, explorando o petróleo por meio de empresas norte-americanas. Para o especialista, pouco importa a manutenção do chavismo no poder, desde que os interesses energéticos dos Estados Unidos sejam atendidos.

O professor avalia que a captura de Maduro contou com apoio de figuras da cúpula chavista, como Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello, que teriam traído o ex-presidente em troca de poder. Rodríguez foi nomeada presidente interina e, segundo Langer, teria mais facilidade de ser manipulada por Washington do que a líder da oposição María Corina Machado.

Além da Venezuela, Trump deve intensificar pressões sobre o México para reduzir o apoio a Cuba e, em sua visão, buscará influenciar eleições em países como Peru, Colômbia e Brasil. No caso brasileiro, Langer acredita que a interferência pode acabar prejudicando partidos de direita, já que o nacionalismo tende a se fortalecer diante de ingerências externas.

“O único que é grande o suficiente para parar Trump e dizer ‘chega’ aos Estados Unidos é o Brasil”, afirmou o professor. Para ele, o país tem papel central na América do Sul e pode se tornar o principal contraponto às ambições de Washington no continente.


Conclusão

A análise de Erick Langer sugere que a operação na Venezuela é apenas o início de uma estratégia mais ampla de Trump para consolidar influência no hemisfério. O Brasil, por sua dimensão política e econômica, aparece como peça-chave nesse tabuleiro geopolítico, capaz de limitar ou confrontar os planos norte-americanos.

Com informações do G1.

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