Declaração ofensiva do presidente do Flamengo gera reação da imprensa e reacende debate sobre futebol feminino

A apresentação dos resultados financeiros do Flamengo em 2025, realizada na terça-feira (23), foi marcada por polêmica após o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, dirigir uma declaração ofensiva à jornalista Renata Mendonça, do Grupo Globo. O episódio repercutiu fortemente entre profissionais da imprensa e nas redes sociais, desviando a atenção do anúncio de faturamento recorde do clube, que se aproximou da marca de R$ 3 bilhões.

Foto: Divulgação.

A fala ocorreu em resposta a uma reportagem publicada em outubro por Mendonça, que criticava a forma como a diretoria rubro-negra trata o futebol feminino. O material mostrou a precariedade da estrutura oferecida às jogadoras, com vestiários deteriorados e problemas básicos de infraestrutura, em contraste com os investimentos bilionários destinados ao time masculino.

Durante o evento, Bap se referiu à jornalista de forma depreciativa: “Tem lá a ‘nariguda da Globo’ que fica falando mal da gente e tudo mais, do futebol, que não estimula. Dá vontade de falar: ‘Filha, convence a sua empresa a colocar R$ 20 milhões por ano em direito de transmissão que a coisa fica melhor. Mas pau que dá em João tem de bater em Maria também’”.

Reações imediatas

O Grupo Globo divulgou nota de repúdio, classificando o ataque como gratuito e misógino, e reafirmou o respeito às mulheres e às opiniões críticas, desde que não envolvam insultos.

Jornalistas esportivos também se manifestaram. Paulo Vinicius Coelho (PVC) destacou que a apresentação das contas do clube não precisava ser marcada por deselegância e reforçou o reconhecimento profissional de Renata Mendonça. Everaldo Marques, da Globo, e Elton Serra, da ESPN, usaram as redes sociais para prestar apoio à colega e discutir os limites do discurso de dirigentes diante de críticas da imprensa.

Debate ampliado

O episódio reacende a discussão sobre o espaço e o tratamento dado ao futebol feminino no Brasil. Apesar do crescimento da modalidade e da pressão por maior investimento, casos como este evidenciam a resistência de parte da gestão esportiva em lidar com críticas e em promover igualdade de condições entre homens e mulheres no esporte.

A polêmica coloca em evidência não apenas a postura do presidente do Flamengo, mas também a necessidade de ampliar o debate sobre respeito às profissionais da imprensa e sobre o papel dos clubes na valorização do futebol feminino.

Com informações do Correio da Bahia.

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