“Dados da LOA 2025 mostram metas não cumpridas”, diz Marta Rodrigues

Entre as áreas com maior diferença entre o valor previsto e o executado está Transporte. A LOA 2025 autorizou R$ 656 milhões, mas apenas R$ 209 milhões foram efetivamente aplicados. Na avaliação da vereadora, a baixa execução impacta diretamente a qualidade do serviço.

Foto: Assessoria

A vereadora Marta Rodrigues criticou, nesta terça-feira (3), o que classificou como “falta de prioridade e de compromisso com o planejamento” por parte da Prefeitura de Salvador na execução do orçamento municipal de 2025. Segundo a parlamentar, dados da própria Lei Orçamentária Anual (LOA) revelam que nenhuma das áreas analisadas atingiu o valor previsto para o exercício.

De acordo com os números levantados pelo mandato, o percentual geral executado em 2025 foi de apenas 87% do total autorizado na LOA — o menor índice de execução dos últimos anos. Para Marta, o dado acende um alerta sobre a condução das políticas públicas na capital baiana. “Quando a gestão não consegue executar aquilo que ela mesma planejou e enviou para a Câmara, o que está acontecendo? Ou o orçamento foi inflado sem compromisso com a realidade ou faltou capacidade administrativa para transformar previsão em investimento concreto”, afirmou.

Entre as áreas com maior diferença entre o valor previsto e o executado está Transporte. A LOA 2025 autorizou R$ 656 milhões, mas apenas R$ 209 milhões foram efetivamente aplicados. Na avaliação da vereadora, a baixa execução impacta diretamente a qualidade do serviço ofertado à população, especialmente em um momento de debates sobre mobilidade e subsídios ao sistema.

“Não se trata apenas de números. Trata-se de planejamento público. O orçamento é uma peça técnica, estudada, debatida e aprovada. Se não está sendo executado conforme previsto, a população precisa saber: quais são as prioridades reais da Prefeitura? Onde estão sendo feitos os remanejamentos? Por que áreas estratégicas ficaram abaixo do que foi planejado?”, questionou. No Urbanismo, o orçamento previsto era de R$ 2,154 bilhões, com execução de R$ 2,066 bilhões – valor elevado, mas ainda abaixo do total autorizado. Já em Saneamento, a discrepância é mais expressiva: dos R$ 34 milhões previstos, somente R$ 13 milhões foram executados.

A Assistência Social também não atingiu o montante planejado. Dos R$ 438 milhões previstos na LOA, foram aplicados R$ 326 milhões. “Estamos falando de uma área que atende justamente a população mais vulnerável. Não executar o orçamento integralmente significa deixar descobertas políticas essenciais”, pontuou.

Outras áreas também registraram diferenças significativas. Na Reparação, estavam previstos R$ 13,515 milhões, mas apenas R$ 3,784 milhões foram executados. Na Cultura, o orçamento autorizado foi de R$ 170 milhões, com execução de R$ 91 milhões. Segundo Marta, além dessas pastas, outras 19 áreas da administração municipal também não alcançaram o percentual previsto na LOA. Para a vereadora, o cenário demonstra descompasso entre discurso e prática.

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