O nome de Oruam, rapper carioca, voltou a ser discutido após a polêmica envolvendo um projeto de lei proposto pela vereadora Amanda Vettorazzo, do União Brasil de São Paulo. A proposta, conhecida como Lei Anti-Oruam, busca impedir a contratação de artistas que, segundo a vereadora, fazem apologia ao crime e ao uso de drogas. Embora o projeto não mencione diretamente o nome do rapper, a referência explícita ao seu apelido deixou claro quem seria o alvo da medida.

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Em resposta, Oruam desabafou em suas redes sociais: “Não tenho culpa do pai que eu tenho. Não sou bandido. Sou artista”. Filho de Marcinho VP, traficante de renome, o rapper questionou a tentativa de criminalização de artistas do funk e do rap, gêneros musicais frequentemente alvo de estigmatização e preconceito social.
O projeto de lei propõe uma regulação que visa barrar shows de artistas como Oruam, mas a iniciativa levanta uma questão fundamental: onde estão os limites da liberdade de expressão? Enquanto a apologia ao crime deve ser combatida com rigor, é preciso discernir entre a exaltação de práticas criminosas e a narração fictícia do universo violento que muitos desses artistas, como Oruam, vivenciam em suas comunidades.
O caso levanta a discussão sobre o papel da liberdade artística e da aceitação social de gêneros historicamente marginalizados, como o funk e o rap, que, assim como o samba nas décadas passadas, são muitas vezes criminalizados por preconceito.
Tentar silenciar artistas como Oruam é uma forma de censura, tão nociva quanto a apologia ao crime. É preciso equilibrar o combate ao crime com a defesa da liberdade de expressão e o respeito às manifestações culturais genuínas.
Com informações do G1.