A popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem enfrentado uma queda significativa, impulsionada por fatores econômicos como a alta dos alimentos, a inflação acima da meta e a taxa de juros elevada. Especialistas apontam que, além da perda do poder de compra da população, falhas na comunicação do governo e o descontentamento do mercado financeiro ampliam a insatisfação.

Foto: Evaristo Sa/AFP
Na tentativa de reverter esse cenário, o governo adotou medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a redução de impostos sobre alimentos e a facilitação do crédito consignado para trabalhadores do setor privado. No entanto, analistas avaliam que essas ações podem não ser suficientes para melhorar a percepção do eleitorado, já que o aumento dos gastos públicos pode pressionar ainda mais a economia.
O descontentamento reflete-se nas pesquisas de opinião. Levantamentos recentes indicam que a desaprovação de Lula atingiu seu nível mais alto no mandato, superando a avaliação negativa registrada em governos anteriores. A alta dos preços dos alimentos, em especial, tem sido um fator determinante no humor dos eleitores, principalmente entre as classes mais baixas.
Além dos desafios econômicos, o governo tem lidado com a reação negativa do mercado financeiro, que critica a condução das contas públicas e teme o impacto do aumento dos gastos. O dólar em alta e a incerteza fiscal contribuem para um ambiente de instabilidade, dificultando a recuperação da confiança.
A menos de dois anos das eleições de 2026, Lula ainda não confirmou se tentará a reeleição, mas enfrenta um momento crucial para tentar recuperar apoio. O governo precisará equilibrar a necessidade de medidas populares com a responsabilidade fiscal para evitar que a crise econômica comprometa ainda mais sua imagem e suas chances políticas no futuro.
Com informações do G1.