Cortar o açúcar: o que muda no corpo e por que os carboidratos continuam essenciais

Eliminar o açúcar adicionado — presente em doces, refrigerantes, sucos industrializados, ultraprocessados e até em adoçantes naturais como mel e xarope — provoca efeitos rápidos e mensuráveis no organismo. Do peso ao humor, passando pela inflamação e pelo sono, os benefícios são evidentes. Mas especialistas alertam: não existe vida sem glicose, e os carboidratos seguem sendo aliados fundamentais.

Foto: Freepik.

Principais mudanças ao cortar o açúcar

  • Redução da gordura corporal e visceral: o açúcar é rapidamente absorvido e tende a ser estocado como gordura. Cortá-lo diminui o acúmulo, especialmente na região visceral, que envolve órgãos e aumenta o risco de doenças metabólicas.
  • Mais disposição: nos primeiros dias, há queda de energia, irritabilidade e “fome de doce” devido à redução da dopamina. Após a adaptação, a energia aumenta — desde que outros carboidratos não sejam cortados.
  • Melhora do humor: o cérebro se ajusta à ausência do estímulo constante do açúcar, estabilizando o estado emocional.
  • Menos inflamação: dietas ricas em açúcar estão ligadas à inflamação crônica. Reduzir o consumo ajuda a controlar processos inflamatórios.
  • Sensibilidade à insulina: melhora o controle da glicemia e reduz riscos de diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares.
  • Sono mais regular: oscilações bruscas de glicose afetam o ciclo do sono; sem açúcar, há maior estabilidade energética.

Carboidratos não são vilões

A confusão comum é achar que cortar açúcar significa cortar carboidratos. Mas eles são a principal fonte de energia do corpo.

  • O sistema nervoso central depende quase exclusivamente da glicose.
  • Excluir carboidratos não tem respaldo científico como estratégia sustentável de emagrecimento.
  • Riscos de exclusão incluem baixa adesão, fadiga, déficit cognitivo e problemas metabólicos.

Fontes seguras de glicose

  • Carboidratos complexos: arroz integral, feijão, lentilha, grão-de-bico, batata, mandioca, milho.
  • Frutas: frutose, fibras, vitaminas e antioxidantes.
  • Vegetais: pequenas quantidades de glicose e muitos micronutrientes.
  • Lactose: açúcar do leite, importante para saúde óssea.

A recomendação nutricional é que 50% das calorias diárias venham de carboidratos complexos, 30% de gorduras e 20% de proteínas.

Quanto açúcar é seguro consumir?

  • OMS: até 10% das calorias diárias de açúcares livres; para benefícios extras, reduzir para 5% (cerca de 25 g/dia).
  • American Heart Association:
    • Homens: até 36 g/dia
    • Mulheres: até 25 g/dia
  • Ideal: quanto menos, melhor.

Riscos do excesso de açúcar

  • Obesidade e diabetes tipo 2
  • Doença hepática gordurosa
  • Hipertensão e problemas cardiovasculares
  • Inflamação crônica
  • Cáries e disbiose intestinal
  • Alterações de humor, ansiedade e depressão
  • Aumento do risco para alguns tipos de câncer

Como equilibrar o prato

  • Priorizar alimentos in natura: frutas, legumes, verduras, grãos integrais, leguminosas e tubérculos.
  • Incluir proteínas magras e gorduras boas (azeite, castanhas, abacate).
  • Combinar carboidratos com fibras e proteínas para controlar a absorção da glicose e manter saciedade.

Com informações do G1.

FONTES / CRÉDITOS:

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba nossas notícias diretamente em seu email.

Inscrição realizada com sucesso Ops! Não foi possível realizar sua inscrição. Verifique sua conexão e tente novamente.

Anuncie aqui

Fale conosco