O Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor/PCDF) investiga o coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Jorge Eduardo Naime Barreto, e sua esposa, Mariana Fiúza Taveira Adorno. Eles são suspeitos de envolvimento em estelionato, desvio de recursos e lavagem de dinheiro, utilizando empresas e transações financeiras supostamente fraudulentas.

Foto: Breno Esaki/Metrópoles.
As investigações começaram após a CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) identificar movimentações financeiras irregulares ligadas ao casal. De acordo com os dados obtidos, Naime teria recebido transferências de subordinados e de empresas contratadas durante sua presidência na Associação dos Oficiais da Polícia Militar (Asof).
Um dos esquemas suspeitos envolve a contratação da empresa Pico Serviços de Comunicação e Representação Comercial Ltda., administrada por Sérgio Barbosa de Assis, sócio de Mariana Adorno em outros negócios. Segundo a investigação, valores pagos pela Asof à empresa retornavam a Naime e sua esposa após dedução de impostos, caracterizando desvio de recursos.
Outro ponto sob análise é a H&F Vigilância e Segurança Ltda., vinculada a familiares de Mariana, que teria transferido mais de R$ 42 mil para Naime entre 2022 e 2023. As justificativas mencionam despesas médicas para o filho do casal, mas os montantes elevados e frequentes despertaram desconfiança.
Posicionamento da Defesa e da Asof
Leonardo Moraes, atual presidente da Asof, afirmou que os contratos firmados com a Pico Serviços foram auditados e não apresentaram indícios de irregularidades. A defesa do casal Naime-Adorno declarou que ambos têm trajetória ética, sem registros de condutas ilícitas, e se colocam à disposição das autoridades para colaborar com o processo.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da PMDF.
Com informações do Metrópoles.