Duas influenciadoras digitais foram presas na quarta-feira (14), em Salvador, durante a segunda fase da Operação Mirakel, deflagrada pelas forças de segurança da Bahia para combater um grupo suspeito de roubo, receptação e comercialização ilegal de canetas emagrecedoras roubadas de farmácias.

A ação da Polícia Civil, que mobilizou cerca de 300 agentes, cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no bairro do Nordeste de Amaralina, com o objetivo de desarticular não apenas quem praticava os roubos, mas também quem recebia e vendia os produtos no mercado paralelo.
Uma das detidas é Claudiana Rocha, coach de beleza e criadora de conteúdo que soma cerca de 7 mil seguidores nas redes sociais. Segundo as investigações, ela estaria envolvida na recepção e posterior comercialização das canetas roubadas e em outras práticas ligadas ao esquema criminoso, além de atuar como mentora de profissionais da estética.

A segunda influenciadora presa foi Laís (Lai) Santiago, que possui mais de 100 mil seguidores em plataformas digitais. Ela é suspeita de receptação de canetas emagrecedoras roubadas e de integrar a cadeia de distribuição desses produtos ilícitos.

Ao todo, seis pessoas foram alvos de mandados judiciais nesta etapa da operação. A investigação busca mapear toda a estrutura do grupo, incluindo os responsáveis pela logística dos roubos, pela aliciamento de adolescentes para a prática dos crimes e pelos receptadores que colocavam os produtos no mercado ilegal.
A primeira fase da Operação Mirakel ocorreu em junho de 2025, com a prisão de dois suspeitos considerados líderes do esquema, um deles responsável por cooptar adolescentes para realizar os roubos e outro por executar os furtos em farmácias.
Autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre a participação de cada detida no grupo nem as circunstâncias específicas de cada mandado cumprido, e as investigações continuam em andamento.