O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, de forma unânime, aplicar uma segunda aposentadoria compulsória à ex-juíza Ludmila Lins Grilo, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). A decisão foi tomada em julgamento virtual presidido pelo ministro Luís Roberto Barroso no dia 21 de março e publicada no Diário da Justiça Eletrônico no dia 25.

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Histórico de punições
Ludmila Lins Grilo já havia sido aposentada compulsoriamente em maio de 2023, após ser acusada de ofender desembargadores que aplicaram uma advertência contra ela. Na ocasião, a ex-juíza afirmou que os magistrados apenas aceitavam manifestações de “lambe-botas e baba-ovos”, além de criticar o que chamou de “adulação e puxa-saquismo”. Durante a pandemia, Ludmila também ganhou notoriedade por incentivar a população a não usar máscaras de proteção contra a Covid-19, contrariando normas sanitárias.
Processos e situação atual
Os processos envolvendo Ludmila no CNJ e no TJ-MG seguem sob sigilo de Justiça. Apesar das punições, ela continua recebendo proventos proporcionais ao tempo de contribuição, conforme previsto na legislação brasileira. Atualmente, Ludmila se declara “exilada nos Estados Unidos” e deixou o Brasil sem comunicar o tribunal, sendo declarada revel no processo.
A decisão do CNJ reforça a postura de responsabilização de magistrados que violam os deveres funcionais, destacando a importância de condutas éticas no Judiciário.
Com informações do Bnews.