A tragédia ocorrida em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, deixou marcas profundas na comunidade e na família das vítimas. Entre elas estava Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, que trabalhava na padaria do pai durante as férias escolares para ajudar nas despesas da casa. A jovem foi atingida por disparos na cabeça e no braço durante o ataque e chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

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O crime aconteceu na noite de quarta-feira (4), quando um adolescente de 17 anos, ex-namorado de uma das funcionárias, entrou no estabelecimento e atirou contra três pessoas. Além de Emanuely, morreram Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, e Yone Ferreira Costa, cliente de 56 anos. A Polícia Civil de Minas Gerais apreendeu o suspeito, que é apontado como autor da chacina.
Abalado, o empresário Gleidson Seabra, pai de Emanuely e dono da padaria, falou sobre a perda da filha. “Estou praticamente sem saber de nada. Só sei que mataram minha filha. Eu só sei disso. Estou desesperado e sem chão”, declarou em entrevista à rádio Itatiaia. Ele descreveu a adolescente como alegre, comunicativa e muito querida por todos. A irmã mais velha de Emanuely, de 19 anos, também trabalhava no local e presenciou o ataque, mas não foi atingida. Segundo o pai, ela segue em estado de choque.
O estabelecimento estava em reformas e não contava com câmeras de segurança em funcionamento, o que dificultou a coleta de imagens para auxiliar na investigação. A Polícia Civil informou que o adolescente foi autuado em flagrante por ato infracional equivalente a homicídio qualificado e poderá responder também por feminicídio, caso essa tipificação seja confirmada. O Ministério Público decidirá sobre uma possível internação do suspeito.
Esse caso evidencia a vulnerabilidade de jovens em situações de violência doméstica e de gênero, além de expor o impacto devastador da criminalidade juvenil em famílias e comunidades inteiras.
Com informações do Correio da Bahia.