O avanço expressivo dos casos de sarampo nas Américas acendeu um alerta nas autoridades de saúde. Na última terça-feira (3), a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um comunicado epidemiológico após registrar um aumento superior a 30 vezes no número de infecções em 2025, em comparação com o ano anterior.
De acordo com a OPAS, quase 15 mil casos da doença foram confirmados no continente ao longo de 2025. Já nas três primeiras semanas de 2026, cerca de mil novos registros foram contabilizados. A maioria das infecções ocorreu entre pessoas não vacinadas ou sem comprovação do esquema vacinal. Crianças menores de cinco anos apresentaram as maiores taxas de incidência, com destaque para bebês com menos de um ano, considerados mais vulneráveis às formas graves da doença.
O alerta também chama atenção para a queda da cobertura vacinal em diversos países das Américas. Em muitos deles, a aplicação da segunda dose da vacina tríplice viral que protege contra sarampo, caxumba e rubéola segue abaixo dos 95% recomendados para impedir a circulação do vírus. México, Canadá e Estados Unidos lideram o número de casos na região.
No Brasil, segundo a OPAS, os registros confirmados em 2025 estiveram majoritariamente associados à importação do vírus, reforçando a importância da vigilância epidemiológica e da imunização da população.

Situação do Brasil
Em 2025, foram confirmados 14.891 casos de sarampo e 29 mortes em 13 países das Américas, um aumento de 32 vezes em relação aos 466 casos notificados em 2024. No Brasil, houve o registro de 38 casos da doença, distribuídos pelo Distrito Federal e por seis estados. Nas três primeiras semanas de 2026, não foram contabilizados novos casos no país.
A distribuição dos registros em território nacional ocorreu da seguinte forma: Tocantins concentrou 25 casos; Mato Grosso teve seis; São Paulo e Rio de Janeiro registraram dois casos cada; enquanto Distrito Federal, Maranhão e Rio Grande do Sul notificaram um caso cada.