O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu, nesta quinta-feira (19), arquivar uma investigação que começou em 2017 contra o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Foto: Rosinei Coutinho/STF
A decisão seguiu os pedidos da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), que afirmaram não ter encontrado provas contra o senador.
Essa investigação buscava apurar se Renan Calheiros teria recebido propinas por meio de contratos suspeitos no Postalis, o fundo de pensão dos Correios. A suspeita era que o Postalis tivesse feito negócios milionários com empresas falsas, que seriam controladas por pessoas ligadas a políticos do MDB.
No entanto, após sete anos de apuração, a PF afirmou que, mesmo com muito trabalho investigativo, não conseguiu provas suficientes para acusar Renan Calheiros formalmente. A PGR também declarou que não foi possível comprovar que o senador tenha recebido dinheiro ilegal diretamente, apontando apenas sua influência política no Postalis.
O ministro Flávio Dino destacou que o longo tempo de investigação sem resultados concretos justificava o encerramento do caso. Ele disse que não é crime apenas ter influência política, sem provas de que essa influência foi usada para ganhar vantagens indevidas.
A investigação foi aberta em 2017 pelo ministro Luís Roberto Barroso, a pedido do então procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Desde então, o caso também passou pela ministra Rosa Weber antes de chegar a Flávio Dino, que deu o prazo final para a PF concluir o inquérito. Com a falta de provas, o processo foi encerrado.