O tenente-coronel Mauro Cid, do Exército Brasileiro, enfrenta um congelamento em sua carreira militar enquanto responde a uma ação penal na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Acusado de tentativa de golpe de Estado e crimes militares, Cid não poderá ser promovido, transferido, realizar cursos, concorrer a missões internacionais ou exercer cargos de comando durante o processo.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Impactos na carreira
Cid, que também é o primeiro militar a realizar uma delação premiada, terá seu nome retirado das listas de promoção por antiguidade ou merecimento. Caso seja absolvido, ele poderá solicitar ressarcimento de preterição para recuperar o tempo perdido e ser promovido rapidamente.
Outros réus
Além de Cid, figuras como Jair Bolsonaro e generais da reserva também se tornaram réus. Dependendo da condenação, esses militares podem perder posto e patente. O caso de Cid é particularmente delicado devido à delação, que pode ser interpretada como admissão de culpa.
A situação reflete os desdobramentos das investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro e levanta questões sobre disciplina e hierarquia nas Forças Armadas.
Com informações do Bnews.