Bahia: Carrefour é alvo de ação do MPT por assédio sexual; Assessoria rebate

O grupo Carrefour enfrenta uma nova crise institucional após o Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressar com uma ação civil pública contra a rede de hipermercados. A denúncia, que envolve casos graves de assédio sexual em uma unidade localizada em Itabuna, no sul da Bahia, aponta falhas estruturais na prevenção e combate ao assédio no ambiente de trabalho.

Foto: Divulgação.

A rede Carrefour, no entanto, em contato com o Por Escrito, informou que “ainda não teve acesso ao procedimento administrativo e, quanto ao processo judicial, a empresa ainda não foi citada. Além disso, esse é um caso que está sob segredo de justiça, o que impede qualquer pronunciamento sobre o processo neste momento”.

A companhia salienta, ainda, que repudia veementemente qualquer ato ou comportamento inadequado e reforça que possui um canal de denúncia para reportar qualquer violação ou suspeita de irregularidade ou desconformidade com os princípios da companhia.

Segundo a assessoria, o Grupo investe constantemente em treinamentos preventivos e aplica medidas disciplinares rigorosas sempre que condutas impróprias são identificadas, como o treinamento contra assédio moral e sexual, voltado à prevenção de assédio em todas as suas formas, com foco na conscientização, prevenção e rechaço de qualquer comportamento inadequado. A companhia também mantém processos estruturados de apoio e acolhimento às vítimas, garantindo assistência adequada a quem se sentir vítima de conduta imprópria.

A empresa reafirma seu compromisso com a promoção de um ambiente de trabalho seguro, inclusivo e respeitoso para todos os seus mais de 130 mil colaboradores em todo o Brasil.

Segundo o MPT, os episódios de assédio foram praticados principalmente por um gerente da loja e incluem comentários sobre o corpo de funcionárias, ofertas de vantagens em troca de favores sexuais, toques não consentidos, perseguições dentro da unidade e assédio por meio de mensagens e áudios nas redes sociais. Há também relatos de que o mesmo funcionário assediava colegas do sexo masculino, com uso de linguagem ofensiva e toques em partes íntimas.

A investigação, iniciada em 2024, reuniu depoimentos e provas que foram apresentadas à empresa. O Carrefour, no entanto, recusou-se a assinar um termo de ajuste de conduta. Embora tenha demitido o funcionário acusado, não adotou medidas de acolhimento às vítimas nem implementou ações preventivas para evitar novos casos.

Na última quarta-feira (4), a procuradora Carolina Novais, responsável pelo caso, protocolou a ação na 3ª Vara do Trabalho de Itabuna. O processo corre sob segredo de justiça, e o MPT pede que o Carrefour seja condenado a pagar R$ 20 milhões por danos morais coletivos, além de ser obrigado a implementar um programa nacional de prevenção ao assédio sexual em todas as suas unidades.

De acordo com o MPT, a empresa não realizava treinamentos adequados sobre o tema, não dispunha de um canal de denúncia eficaz e ainda mantinha políticas restritivas, como a proibição de relacionamentos afetivos entre funcionários. A procuradora afirma que, após a demissão do assediador, a empresa passou a perseguir e punir as vítimas, agravando ainda mais o cenário de negligência.

O Carrefour foi procurado pela reportagem para comentar o caso, mas ainda não se pronunciou. O espaço segue aberto para manifestação da empresa.

Com informações do Correio da Bahia.

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