Capitão da PM é preso por suspeita de vender armas para facção na Bahia

O capitão da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) Mauro Grunfeld foi preso novamente na manhã desta quinta-feira (11), em Salvador, durante a Operação Zimmer. Ele é apontado como integrante de uma organização criminosa envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas e crimes violentos.

Foto: Arquivo.

Histórico de prisões

Grunfeld já havia sido detido em maio e julho de 2024, no âmbito da Operação Fogo Amigo, que investigava a venda ilegal de armas e munições para facções da Bahia, Pernambuco e Alagoas. Apesar de ter sido solto por decisões judiciais, voltou a ser preso após recursos do Ministério Público. Em maio de 2025, o STJ revogou sua prisão preventiva e aplicou medidas cautelares, como entrega do passaporte e comparecimento periódico à Justiça.

Vida de luxo nas redes sociais

Nas redes sociais, o capitão ostentava uma rotina marcada por viagens internacionais e passeios em iates na Baía de Todos-os-Santos, com registros em destinos como San Andrés e Morro de Monserrate, na Colômbia.

Esquema milionário

As investigações apontam que Grunfeld atuava como negociador em um esquema que teria movimentado quase R$ 10 milhões entre 2021 e 2023. Além disso, ele responde a um inquérito por homicídio doloso ocorrido em 2013, durante uma ronda em Santa Cruz Cabrália, no litoral sul da Bahia.

Durante diligências da Operação Fogo Amigo, foram apreendidos:

  • grande quantidade de munições de vários calibres;
  • documentos de transporte de mercadorias;
  • registros financeiros compatíveis com comércio ilegal de armas;
  • uma arma registrada em nome de terceiro.

Relação com facções

O nome de Grunfeld também apareceu na Operação Skywelker, do Ministério Público da Bahia, que investiga a atuação do Comando Vermelho em Feira de Santana. Embora não tenha sido denunciado formalmente, foi citado por receber valores expressivos de uma empresa de limpeza usada para lavagem de dinheiro da facção.

Operação Zimmer

A ação que levou à nova prisão cumpre mandados na Bahia e em outros cinco estados: Sergipe, Espírito Santo, São Paulo, Santa Catarina e Pernambuco. Ao todo, 39 pessoas foram presas e mais de 90 mandados judiciais estão sendo cumpridos contra integrantes dos setores operacional, logístico e financeiro da organização criminosa.

A Justiça também autorizou o bloqueio de R$ 100 milhões e o sequestro de bens. Segundo a Polícia Civil, a investigação identificou uma associação criminosa complexa, responsável pelo abastecimento de drogas e pela utilização de empresas de fachada para dissimular valores ilícitos.

O que diz a PM

Em nota, a Polícia Militar informou que a Corregedoria cumpriu o mandado de prisão diante da necessidade de aprofundar as investigações. A corporação reforçou o compromisso com a legalidade, disciplina institucional e ética profissional.

Com informações do Correio da Bahia.

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