Canetas emagrecedoras falsificadas: risco real para pacientes no Brasil

Histórias recentes revelam os perigos do uso de tirzepatida falsificada, princípio ativo do medicamento Mounjaro. Pacientes que buscaram emagrecimento rápido em clínicas informais ou com atravessadores relataram reações graves, como vômitos intensos, tontura, diarreia, manchas na pele e até internações hospitalares.

Foto: Arquivo.

Casos de pacientes

  • Paulo Marin, chef de cozinha, aplicou a substância em um consultório improvisado e sofreu náuseas, hematomas e vômitos sem qualquer perda de peso. Em outra ocasião, após comprar a chamada “caneta do Paraguai”, precisou ser hospitalizado.
  • Ivete de Freitas, aposentada, adquiriu um frasco supostamente importado da Argentina. Após a aplicação, desenvolveu placas vermelhas pelo corpo, semelhantes a sarampo, e só interrompeu o uso após agravamento dos sintomas.

O que há dentro das canetas clandestinas

Segundo especialistas, análises laboratoriais identificaram:

  • Pureza muito abaixo do aceitável (7% a 14%, quando o medicamento real exige 99%).
  • Falta de esterilidade mínima, aumentando risco de infecção.
  • Insumos de origem desconhecida e sem rastreabilidade.
  • Presença de sibutramina, proibida para uso injetável.

Esses produtos são fabricados em ambientes sem controle sanitário, vendidos em frascos multidoses e aplicados em vários pacientes, o que amplia o risco de contaminação.

O que é permitido pela Anvisa

No Brasil, a manipulação de tirzepatida só é legal se atender a critérios rígidos:

  • Insumo com pureza comprovada.
  • Produção sob demanda, para um único paciente.
  • Ambiente estéril com controle microbiológico.
  • Prescrição médica individual.
  • Proibição de estoque e produção seriada.

Qualquer produto fora dessas condições é considerado irregular ou falsificado.

Riscos para o corpo

  • Gastrointestinais: vômitos persistentes, diarreia intensa, desidratação.
  • Infecções: abscessos, febre e risco de infecção sistêmica.
  • Neurológicos e cardiovasculares: tontura, taquicardia, arritmia, picos de pressão.
  • Doses erradas: risco de hipoglicemia ou ausência de efeito terapêutico.
  • Degradação térmica: molécula instável sem cadeia fria, gerando subprodutos tóxicos.

O que diz a fabricante

A Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, afirma que não autoriza manipulação em farmácias nem venda fracionada. O medicamento legítimo só é distribuído em canetas descartáveis, seladas e rastreáveis, mediante prescrição médica. Qualquer versão avulsa ou multidoses deve ser considerada falsificada.

Com informações do G1.

FONTES / CRÉDITOS:

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