Quatro ex-combatentes baianos foram localizados pelo programa Fantástico e relataram experiências traumáticas ao se alistarem para lutar contra o exército russo na guerra da Ucrânia. A promessa de altos salários foi um dos principais atrativos, mas a realidade encontrada no front foi marcada por violência, fome e arrependimento.

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Marcos Souto, produtor musical e empresário, contou que aceitou ir ao conflito motivado pelo dinheiro. Segundo ele, foi informado que receberia R$ 50 mil por mês, mas descobriu que o valor era em grívnias, moeda ucraniana, equivalente a cerca de R$ 5.800. Souto, que nunca havia servido ao Exército no Brasil, afirmou que aprendeu técnicas de guerrilha apenas durante a guerra.
Além da frustração financeira e da falta de preparo, os relatos apontam para abusos cometidos por comandantes ucranianos. Marcos disse que quem tentava fugir era preso e torturado. Outro brasileiro relatou que chegou a lutar contra soldados ucranianos durante uma tentativa de fuga.
Os ex-combatentes também mencionaram condições precárias, como perda significativa de peso e dias sem alimentação adequada. Desde o início da guerra, o Ministério das Relações Exteriores informou que 19 brasileiros morreram na Ucrânia e outros 44 estão desaparecidos.
A embaixada da Ucrânia no Brasil declarou que não recruta brasileiros e que aqueles que se alistam recebem os mesmos direitos e deveres de cidadãos ucranianos em serviço militar.
Os relatos reforçam como promessas enganosas e expectativas irreais têm atraído brasileiros para um conflito distante, expondo-os a riscos extremos e experiências traumáticas.
Com informações do G1.