A brasileira Bruna Caroline Ferreira, mãe do filho do irmão da secretária de imprensa do governo Trump, Karoline Leavitt, foi detida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos em Boston e permanece sob custódia. Segundo o advogado dela, Todd Pomerleau, Bruna teve um relacionamento com Michael Leavitt, irmão da porta-voz, mas os dois não mantêm contato há anos. O filho do casal, Michael Leavitt Junior, vive com o pai em New Hampshire.

Foto: REUTERS/Nathan Howard.
A detenção teria ocorrido em 12 de novembro. Em entrevista à rádio WBUR, Michael afirmou que sua preocupação é exclusivamente com o bem-estar e a privacidade do filho. A situação mobilizou familiares da brasileira, que vivem nos Estados Unidos. A irmã dela, Graziela dos Santos Rodrigues, criou uma campanha no GoFundMe para arrecadar recursos destinados à defesa legal. Na página, Graziela afirma que Bruna vive no país desde 1998, manteve status legal por meio do programa DACA e sempre cumpriu as exigências do governo. Ela também destacou o impacto emocional da prisão sobre o filho de 11 anos, que aguarda a volta da mãe.
Em seis dias, a campanha já havia arrecadado 60% da meta de 30 mil dólares. Bruna imigrou ainda na infância e foi beneficiária do DACA, programa criado na era Obama para proteger jovens indocumentados que chegaram ao país quando crianças. Apesar disso, um porta-voz do Departamento de Segurança Interna declarou que ela está ilegalmente nos Estados Unidos desde 1999, quando seu visto de turista expirou. Ele também afirmou que Bruna teria sido presa anteriormente por agressão, mas não especificou se houve condenação.
Segundo o DHS, Bruna está atualmente no Centro de Processamento do ICE no sul da Louisiana, aguardando julgamento de deportação. O órgão reforçou que, sob a atual política migratória, todos os indivíduos em situação irregular estão sujeitos à remoção. O advogado da brasileira contesta as alegações e afirma que ela não possui antecedentes criminais, pedindo que o governo apresente provas.
Até o momento, nem a Casa Branca nem Karoline Leavitt comentaram o caso.
Com informações do G1.