Brasil confirma 81 casos de mpox em 2026; maioria está em São Paulo

O Brasil registrou 81 casos de mpox desde o início de 2026, sendo 57 deles no estado de São Paulo, segundo dados do Ministério da Saúde. Em 2025, o país contabilizou 1.079 casos da doença e duas mortes.

Neste mês, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou, na Índia e no Reino Unido, dois casos de uma nova variante do vírus. Trata-se de uma cepa recombinante dos clados 1b e 2b.

O clado 1b é subvariante do clado 1, historicamente associado a quadros mais graves da doença. Já o clado 2b é subvariante do clado 2, relacionado a casos mais leves e responsável pelo surto global registrado em 2022.

Além de São Paulo, há registros da doença no Rio de Janeiro (13 casos), Distrito Federal (1), Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2) e Paraná (1).

Foto: IOC/ Fiocruz

O que é mpox?

Conhecida anteriormente como monkeypox (varíola dos macacos), a infecção é causada pelo vírus mpox, pertencente ao gênero orthopoxvirus, o mesmo da varíola.

Os sintomas iniciais incluem febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e aumento dos linfonodos. Na fase eruptiva, podem surgir lesões na pele, que atingem principalmente face, região genital e perianal, palmas das mãos, plantas dos pés e mucosas.

A transmissão entre humanos ocorre, principalmente, por contato próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O compartilhamento de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais, também pode favorecer a disseminação do vírus.

Prevenção

Para prevenir a contaminação, é recomendado higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel; não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais; e evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que apresentem lesões na pele.

Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação. Se o diagnóstico for confirmado, o paciente deve adotar medidas de isolamento imediato, seguir as orientações médicas e iniciar o cuidado clínico individualizado para evitar a transmissão da doença.

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