A Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar) emitiu alerta aos banhistas após o surgimento de diversas caravelas-portuguesas nas praias de Salvador. O fenômeno, mais comum entre abril e junho, foi registrado fora do período habitual devido às chuvas frequentes que atingiram a capital baiana nas últimas semanas.

Foto: Claudio Sampaio.
Ocorrências recentes
Nos últimos três dias, foram contabilizadas 10 casos de queimaduras provocadas pelo contato com caravelas-portuguesas. No acumulado de 2025, já são 14 registros desse tipo de acidente.
Sinalização e riscos
O risco é indicado pela bandeira roxa, conforme padrão da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). Segundo o coordenador da Salvamar, Kailani Dantas, esses animais não possuem capacidade de natação e são levados até a areia por ventos e correntes marinhas.
“Ao identificar a bandeira roxa ou avistar caravelas na faixa de areia, a orientação é evitar o banho de mar e manter a maior distância possível”, reforçou Dantas.
O contato com a pele pode provocar queimaduras dolorosas, já que as caravelas liberam substâncias tóxicas. Em muitos casos, os ferimentos são tratados de forma inadequada, o que pode agravar o quadro clínico.
Orientações da Salvamar em caso de acidente
- Não lavar o local com água doce; usar água do mar.
- Retirar cuidadosamente os tentáculos ainda presentes na pele.
- Aplicar vinagre para inativar as toxinas.
- Colocar compressas frias na região afetada.
- Procurar atendimento médico em casos de sintomas mais graves.
Conclusão
A presença inesperada das caravelas-portuguesas durante o verão reforça a necessidade de atenção redobrada dos banhistas. A Salvamar recomenda que, ao avistar a bandeira roxa ou os animais na areia, o público evite entrar no mar e siga as orientações de segurança para prevenir acidentes.
Com informações do Correio da Bahia.