A Bahia encerrou o 3º trimestre de 2025 com sinais de melhora no mercado de trabalho. O estado alcançou o maior número de pessoas ocupadas desde 2012 e registrou a menor taxa de desocupação da série histórica da PNAD Contínua. Apesar dos avanços, a Bahia ainda figura entre os estados com maior desemprego do país.

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Entre julho e setembro, o rendimento médio mensal chegou a R$ 2.278, alta de 3,3% em relação ao trimestre anterior e de 5,6% frente ao mesmo período de 2024. Mesmo com a melhora, o valor é o segundo menor do Brasil, acima apenas do Maranhão.
Em Salvador, o ganho médio habitual foi de R$ 3.251, crescimento de 12,7% em um ano. Na Região Metropolitana, a renda média ficou em R$ 3.025. A massa de rendimento no estado alcançou R$ 14,63 bilhões, avanço de 11,1% em relação ao ano passado.
Setores em expansão
- Administração pública, educação, saúde e serviços sociais: 92 mil novos ocupados (+7,7%).
- Agropecuária: 33 mil trabalhadores a mais.
- Indústria geral: 114 mil novos ocupados (+23,2% em um ano).
O trabalho por conta própria também cresceu, chegando a 1,859 milhão de pessoas, o maior avanço em um ano (+245 mil). O setor público somou 936 mil empregados.
O emprego com carteira assinada no setor privado atingiu 1,771 milhão, recorde para um 3º trimestre. Já o trabalho sem carteira recuou, com 47 mil a menos no trimestre. A informalidade caiu para 51,5%, menor taxa desde 2016.
Recorde de ocupados e queda no desalento
O total de pessoas trabalhando na Bahia chegou a 6,554 milhões, crescimento de 5,4% em um ano. A população desocupada caiu para 605 mil, menor número da série histórica. O desalento também recuou, com 453 mil pessoas, o menor patamar desde 2015.
Taxa de desemprego
A Bahia fechou o trimestre com taxa de desocupação de 8,5%, a menor em 13 anos. Ainda assim, permanece como a 3ª mais alta do Brasil, atrás de Pernambuco (10,0%) e Amapá (8,7%). O índice supera a média nacional (5,6%) e é quase quatro vezes maior que os de Santa Catarina e Mato Grosso (2,3%).
Em Salvador, a taxa também ficou em 8,5%, a 3ª maior entre as capitais. Na Região Metropolitana, o índice caiu para 9,7%, mas segue como o maior entre as 21 regiões analisadas pelo IBGE.
Com informações do Correio da Bahia.