O cantor porto-riquenho Bad Bunny comandou o show do intervalo do Super Bowl LX neste domingo (8), em uma apresentação marcada por forte simbolismo cultural e político. O espetáculo contou com participações de Ricky Martin e Lady Gaga e exaltou a identidade latino-americana, o que gerou críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o show como “repugnante” e “afronta à grandeza da América”.

Foto: Mike Blake/Reuters
A performance foi quase toda em espanhol e trouxe referências diretas a Porto Rico, incluindo cenários típicos e a “casita”, uma casa simbólica que reuniu convidados como Cardi B, Karol G, Pedro Pascal e Jessica Alba. Houve ainda um casamento real durante o show, com Bad Bunny atuando como testemunha.
Lady Gaga participou acompanhada da banda porto-riquenha Los Sobrinos e dançou com o cantor em “Baile Inolvidable”. Ricky Martin interpretou “Lo que le pasó a Hawaii”, música que critica o imperialismo americano e alerta para os riscos de Porto Rico seguir o mesmo caminho do Havaí.
Outro momento marcante foi quando Bad Bunny ergueu uma bandeira de Porto Rico em tom azul-claro, associada ao movimento pró-independência, e cantou “El Apagón”, em referência ao apagão causado pelo furacão Maria em 2017.
O encerramento trouxe uma mensagem de união continental. Bad Bunny destacou que “América” não se limita aos Estados Unidos, citando todos os países do continente e exibindo bandeiras, inclusive a do Brasil. A frase final projetada no telão foi: “A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor”.
O show consolidou-se como um dos mais politizados da história do Super Bowl, reforçando a identidade latina e provocando reações intensas no cenário político norte-americano.
Com informações do G1.