Ato em Santo Antônio de Jesus relembra 27 anos da explosão da fábrica de fogos e reforça luta por justiça

Nesta quinta-feira (11), Santo Antônio de Jesus viveu um dia de memória e resistência. A tragédia da explosão da fábrica de fogos, que vitimou 64 pessoas em 1998, completou 27 anos e foi marcada por um ato ecumênico e solene realizado pelo Instituto 11 de Dezembro, reunindo autoridades, familiares e representantes da sociedade civil.

Foto: Divulgação.

Presença institucional e compromisso com reparação

A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos da Bahia (SJDH) participou do evento, representada pelo chefe de gabinete Raimundo Nascimento, que destacou a importância da presença do Estado no acompanhamento das medidas de reparação determinadas pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

“Estar presente aqui é um dever para honrar a memória das 64 vidas perdidas e valorizar a luta histórica das vítimas e seus familiares. A reparação se faz com justiça, mas também com a garantia de que essa memória permaneça viva para que nunca mais se repita”, afirmou.

Vozes da resistência

A presidente do Movimento 11 de Dezembro, Rosângela Rocha, reforçou que o ato não é apenas de lembrança, mas de reafirmação da luta por justiça e dignidade. Ela destacou avanços em indenizações, saúde e o Programa de Desenvolvimento Socioeconômico, prestes a ser publicado. A ex-juíza do trabalho Rosemeire Fernandes também ressaltou o papel do Instituto como símbolo de resistência e transformação social:

“Garantias de não repetição significam futuro, dignidade e oportunidades — longe do trabalho degradante que tira vidas.”

Autoridades presentes

A mesa solene contou com o prefeito Genival Deolino, o vereador Márcio Rocha, a juíza do TRT5 Viviane Martins, além de defensores públicos estaduais e federais, representantes da Sesab, do Ministério Público e da assessoria especial do gabinete do governador.

Educação e cultura como reparação

O ato também marcou a inauguração da Biblioteca Afrocentrada Sankofa, espaço voltado para crianças e jovens da comunidade. O projeto, apoiado pela Associação dos Magistrados da 5ª Região e pelo TRT5, recebeu doações de livros da SJDH, da Fundação Pedro Calmon e da Secretaria de Educação da Bahia. A iniciativa busca transformar a sede do Instituto em um polo de cultura e educação, fortalecendo o compromisso com a memória e a transformação social.

O evento reafirmou que, 27 anos após a tragédia, Santo Antônio de Jesus segue mobilizado para garantir justiça às vítimas e construir um futuro marcado pela dignidade e pela valorização da vida.

Com informações do Gov Ba.

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