Ato de Bolsonaro não aumenta pressão por anistia e expõe desafios políticos

O protesto liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizado neste domingo (16) em Copacabana, Rio de Janeiro, não conseguiu ampliar a pressão sobre o Centrão para a votação de um projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de 8 de janeiro. A avaliação é de dirigentes de partidos de centro-direita, que consideraram a adesão ao ato abaixo das expectativas, evidenciando uma perda de influência de Bolsonaro nas ruas.

Foto: Betinho Casas Novas / TV Globo

Tarcísio e o aceno ao bolsonarismo O evento também serviu para posicionar figuras da direita junto ao eleitorado mais radical de Bolsonaro, com destaque para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Durante o ato, Tarcísio discursou com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mencionando casos como o de uma mulher que pichou uma estátua da Justiça com ofensas ao presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.

A fala gerou desconforto no STF, onde ministros lembraram que Tarcísio busca se apresentar como um político moderado e institucional. “Só no Supremo, foram quatro granadas”, destacou um ministro, referindo-se aos riscos enfrentados por policiais durante os ataques de janeiro.

Impacto político e desafios internos Para aliados, a participação de Tarcísio no ato foi uma tentativa de consolidar apoio entre os bolsonaristas mais radicais, mas pode ter colocado em risco o trabalho de bastidores que ele vinha realizando para se posicionar como um nome respeitável entre as instituições, incluindo o STF.

Apesar disso, dirigentes do Centrão consideram o gesto necessário para acalmar a base bolsonarista e reduzir tensões com a família do ex-presidente, que acompanha de perto as movimentações políticas de Tarcísio de olho em 2026.

Cenário de incertezas O ato em Copacabana reforçou os desafios enfrentados por Bolsonaro para manter sua relevância política e mobilizar sua base. Enquanto isso, figuras como Tarcísio tentam equilibrar o apoio ao bolsonarismo raiz com a construção de uma imagem institucional, em um cenário que segue marcado por divisões e incertezas.

Com informações do G1.

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