Primeiro-ministro de Israel condena ataque que vitimou israelenses em região ocupada e promete encontrar os responsáveis.

Foto: REUTERS/Rami Amichay.
Na manhã desta segunda-feira (6), um ataque a tiros contra um ônibus que transportava passageiros israelenses na Cisjordânia ocupada resultou em três mortos e sete feridos. O incidente ocorreu na vila palestina de Al-Funduq, uma importante rota que conecta diferentes regiões do território. As vítimas fatais incluem duas mulheres de aproximadamente 60 anos e um homem de 40, de acordo com informações do serviço nacional de ambulâncias de Israel, Magen David Adom (MDA).
Entre os feridos, o motorista do ônibus, de 63 anos, está em estado grave, enquanto um sargento de polícia figura entre os mortos, conforme reportado pela mídia local.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reagiu com veemência ao ataque, prometendo justiça: “Vamos encontrar os desprezíveis assassinos responsáveis por esse crime hediondo e acertar contas com eles e todos que os ajudaram. Ninguém será poupado” afirmou o premiê.
O exército de Israel já iniciou operações para localizar os responsáveis pelo atentado. Embora o grupo Hamas tenha elogiado o ataque, não reivindicou sua autoria. Até o momento, as autoridades palestinas não emitiram declarações oficiais sobre o ocorrido.
Escalada de violência na região
Desde outubro de 2023, quando o Hamas realizou um ataque massivo em Israel, a Cisjordânia tem sido palco de intensos confrontos. O ataque surpresa do Hamas resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas, incluindo civis, e no sequestro de aproximadamente 250 indivíduos, dos quais cerca de 100 permanecem em Gaza. A ofensiva israelense subsequente envolveu bombardeios e ações terrestres que já deixaram mais de 45.800 mortos em Gaza, segundo autoridades palestinas.
A Cisjordânia, capturada por Israel na Guerra do Oriente Médio de 1967, é reivindicada pelos palestinos como parte do futuro Estado independente que também incluiria Gaza e Jerusalém Oriental. Cerca de 3 milhões de palestinos vivem sob controle militar israelense na região, enquanto mais de 500 mil colonos israelenses ocupam assentamentos considerados ilegais pela maioria da comunidade internacional.
A guerra atual agravou as tensões já existentes, com ataques recorrentes de ambos os lados. Civis palestinos e israelenses têm sido vítimas de confrontos armados, protestos violentos e investidas militares. Ataques de colonos israelenses também aumentaram, provocando sanções por parte dos Estados Unidos contra esses grupos extremistas.
A perspectiva de um cessar-fogo ainda é distante, enquanto a comunidade internacional continua a apelar por uma solução diplomática para o conflito.
Com informações do G1.