O ator Henri Castelli voltou a preocupar fãs e familiares após sofrer duas convulsões durante a Prova do Líder do BBB 26, em janeiro de 2026. Os episódios trouxeram à tona uma condição crônica que o artista carrega desde 2020, quando foi brutalmente agredido em uma festa em Alagoas: a parestesia.

Foto: Divulgação.
O que é a parestesia
A parestesia é uma sequela neurológica caracterizada por dormência, formigamento e perda de sensibilidade em determinadas regiões do corpo. No caso de Henri, ela afeta o lado direito da face, especialmente próximo à boca e ao queixo. A condição é irreversível e pode ser confundida com crises epilépticas focais, o que explica a preocupação diante das convulsões recentes.
Além da parestesia, o ator ainda sente dores constantes na mandíbula fraturada durante a agressão, que se intensificam com mudanças climáticas. Ele também relata sensação de deformação, motivo pelo qual desenvolveu o hábito de esconder parte do rosto com as mãos.
A agressão de 2020
Em 30 de dezembro de 2020, Henri Castelli foi atacado pelas costas por dois homens — o empresário Bernardo Malta de Amorim e o corretor Guilherme Accioly Ferreira — durante uma festa na Barra de São Miguel, em Alagoas. A violência resultou em uma fratura exposta na mandíbula, exigindo cirurgias complexas de reconstrução com pinos, parafusos e fios de aço.
Apesar da recuperação estética, o trauma nos nervos faciais deixou sequelas permanentes. O ator descreveu na época a sensação como se sua “boca estivesse pendurada”. Ele processou os agressores por danos morais e estéticos, obtendo indenização de R$ 55 mil, embora tenha pedido inicialmente R$ 412 mil.
Impacto na vida pessoal e profissional
Desde o episódio, Henri convive com dores, limitações e a perda parcial da sensibilidade facial. A condição crônica se tornou parte de sua rotina e, agora, voltou ao centro das atenções após os incidentes no BBB 26.
O caso evidencia como agressões físicas podem deixar marcas irreversíveis, afetando não apenas a saúde, mas também a autoestima e a vida pública de quem sofre o trauma.