Argentina enfrenta greve geral contra reforma trabalhista de Milei

A Argentina amanheceu nesta quinta-feira (19) em clima de paralisação. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país, convocou uma greve geral para coincidir com o início da discussão da reforma trabalhista enviada pelo presidente Javier Milei à Câmara dos Deputados. O Senado já havia aprovado o texto na semana passada.

Foto: Agustin Marcarian/Reuters

As ruas de Buenos Aires ficaram praticamente vazias, com estações de trem como Retiro e Constitución registrando movimento reduzido. Além da greve, são esperados protestos nos arredores do Congresso, embora não oficialmente organizados pela CGT.

O governo Milei, por meio do Ministério da Segurança, emitiu comunicado incomum direcionado à imprensa, recomendando medidas de segurança e alertando para possíveis situações de risco. Jornalistas foram orientados a permanecer em áreas exclusivas, afastadas dos focos de confronto entre manifestantes e forças policiais.

Na semana anterior, manifestações contra o projeto no Senado terminaram em confrontos, com uso de gás lacrimogêneo e cerca de 30 detidos.

A proposta de reforma é considerada uma das mais profundas mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas. Entre os principais pontos estão flexibilização de férias, ampliação da jornada para até 12 horas, restrições a greves em setores essenciais, mudanças em indenizações e demissões, além de medidas para reduzir a informalidade.

O governo espera aprovar o texto até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Legislativo. Enquanto isso, sindicatos e movimentos sociais prometem intensificar a resistência, transformando a discussão em um dos maiores embates políticos do início de sua gestão.

Com informações do G1.

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