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A classificação do Botafogo para a final da Copa Libertadores, garantida após uma vitória contra o Peñarol no Estádio Centenário, foi marcada por um rígido esquema de segurança, visando evitar confrontos com a torcida uruguaia e preservar a equipe de possíveis sanções na grande decisão. Mesmo com a empolgação do avanço, a preocupação com a segurança dominou as estratégias do time carioca, que escolheu evitar a tradicional entrevista de campo e permanecer no gramado por cerca de 40 minutos, sob orientação do staff de segurança.
Com apoio de aproximadamente 1.600 torcedores no estádio, que entoaram cânticos vibrantes isolados em um setor do estádio, os jogadores puderam agradecer a presença da torcida antes de seguir as diretrizes para evitar tumultos. A final brasileira, contra o Atlético-MG, será no Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, no dia 30 de novembro, e traz grandes expectativas para o Botafogo, em busca de seu primeiro título, enquanto o time mineiro almeja o bicampeonato.
O clima de tensão já se apresentava antes da partida, intensificado após incidentes ocorridos no primeiro confronto, no Rio de Janeiro. Torcedores do Peñarol foram detidos após confrontos e depredações, levando o ministro do Interior do Uruguai, Nicolas Martinelli, a solicitar torcida única. A Conmebol, por sua vez, optou por transferir o jogo para o Centenário, buscando amenizar riscos de novos conflitos.
Apesar da tensão, a conquista no Uruguai fortaleceu a união entre o time e sua torcida, que enfrenta novos desafios e projeta um final de Libertadores histórico em solo argentino.
