Foto: Alexandre Rezende – 3.dez.2015/Folhapress
As famílias e municípios afetados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), precisam optar entre receber a indenização de imediato, com o acordo de R$ 170 bilhões firmado com governos e mineradoras no Brasil, ou aguardar o desfecho de um processo no Reino Unido, que pode render até R$ 260 bilhões. Esse acordo exige que os envolvidos desistam de ações judiciais no Brasil e no exterior contra as empresas responsáveis.

No Brasil, a mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, comprometeu-se a destinar R$ 100 bilhões em novos recursos para indenizar cerca de 300 mil famílias e 49 municípios afetados.
Além das indenizações individuais, o acordo inclui projetos de recuperação econômica, saúde e saneamento ao longo da bacia do Rio Doce. A AGU (Advocacia-Geral da União) confirma que a adesão ao acordo é voluntária, e aqueles que aceitarem estão renunciando à possibilidade de compensação na Justiça britânica, onde o julgamento deve se estender até 2025.
Enquanto algumas lideranças de movimentos sociais incentivam os atingidos a esperar pela decisão em Londres, devido ao potencial de maior justiça e reparação, muitos se sentem pressionados pela necessidade financeira imediata, passados nove anos sem indenização plena.
Com informações da Folha de São Paulo