Aliados defendem Bolsonaro, mas criticam tentativa de romper tornozeleira e admitem demora em prisão domiciliar

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, realizada no sábado (22), segue repercutindo entre aliados e dentro do Supremo Tribunal Federal (STF). Publicamente, apoiadores defendem o ex-presidente, mas nos bastidores há críticas à tentativa de violar a tornozeleira eletrônica, episódio que pode atrasar a concessão de prisão domiciliar.

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo.

A defesa argumenta que Bolsonaro estaria em estado de “alucinação” provocado por medicamentos psiquiátricos. No entanto, ministros do STF avaliam que as contradições em seus depoimentos enfraquecem essa versão. O ministro Alexandre de Moraes já registrou voto afirmando que o ex-presidente agiu de forma consciente ao tentar romper o equipamento.

A gravação feita pela diretora-adjunta do Centro Integrado de Monitoramento Eletrônico (Cime), Rita de Cássia, mostra Bolsonaro relatando o uso de um ferro de solda para danificar a tornozeleira, sem cortar a cinta da pulseira. Investigadores destacam divergências entre essa versão e a apresentada na audiência de custódia, em que o ex-presidente alegou inicialmente um esbarrão na escada e depois curiosidade ao tentar retirar o dispositivo.

Entre os aliados, a avaliação é que o melhor cenário no curto prazo é Bolsonaro permanecer em sala especial da Polícia Federal até que seja julgado novo pedido de prisão domiciliar, o que deve ocorrer apenas após a execução da sentença.

Nesta segunda-feira (24) termina o prazo para novos embargos de declaração. A defesa não deve apresentar esse recurso, mas pode ingressar com embargos infringentes. Ontem, advogados anexaram laudos médicos para tentar comprovar um surto psicótico, buscando sensibilizar ministros da Primeira Turma a concederem a prisão domiciliar.

Com informações do G1.

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