Advogada que fraudou INSS contava com ajuda de gerente apaixonado, aponta investigação

A nova fase da operação Raízes de Papel, que investiga fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), revelou o envolvimento de um gerente da instituição que teria colaborado com o esquema por estar apaixonado pela advogada investigada, Lilian Joic Silva Batista. Segundo a Polícia Federal, o servidor público fornecia informações privilegiadas e tratamento diferenciado à advogada, que encabeçava o grupo criminoso.

Foto: Divulgação.

De acordo com os investigadores, o gerente não agia por motivação financeira, mas emocional. Mensagens trocadas entre ele e o irmão de Lilian indicam ciúmes e questionamentos sobre o casamento da advogada com outro homem, no Rio de Janeiro. A empresa do marido também foi alvo da operação.

Favores e facilitação

O servidor facilitava o atendimento da advogada nas agências, dispensando-a de filas, e trocava mensagens informando quais clientes teriam direito ao benefício — mesmo que obtido de forma indevida. Uma tabela encontrada durante mandado de busca indicava valores recebidos por cada benefício aprovado.

Como funcionava a fraude

Lilian atuava principalmente na solicitação de auxílio maternidade rural. Ela abordava mulheres grávidas e falsificava documentos que simulavam vínculo empregatício com empresas nas quais elas nunca trabalharam. Com ajuda de um fazendeiro, contratos de arrendamento eram forjados para comprovar a suposta atividade rural.

“Ela pagou R$ 6 mil ao dono da fazenda para assinar os contratos de todas as mães que arranjou para a fraude”, afirmou um policial envolvido na investigação.

Além de fraudar os processos, Lilian não repassava os valores dos benefícios — cerca de R$ 3 mil — às clientes, que passaram a cobrar os pagamentos. A operação identificou 30 processos com essas características, mas há mais sob investigação.

Mandados e apreensões

A operação Raízes de Papel cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Juazeiro e Sobradinho. Carros de luxo foram apreendidos. A investigação, que já dura seis meses, aponta que Lilian se mudou para o Rio de Janeiro em março, durante o avanço das apurações.

Com informações do Correio da Bahia.

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