A Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia (Aceb) questionou o recente acordo firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) e o governo estadual, alegando que os professores não foram devidamente consultados. O projeto, que prevê um reajuste salarial de 6,27% para a categoria, será encaminhado à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) até o final da semana.

Foto: Adenilson Nunes/GOVBA
De acordo com Marinalva Nunes, presidente da Aceb, o sindicato realizou assembleias apenas para formalizar o processo, sem garantir uma participação efetiva da categoria. Embora o reajuste eleve o vencimento inicial de professores para R$ 4.965,24 a partir de maio, superando em 2% o piso nacional, o percentual foi criticado por muitos docentes, que afirmam que o aumento não atende às suas necessidades e expectativas.
Além disso, a Aceb destacou o impacto limitado do ganho real do reajuste, calculado em apenas 1,37%, considerando a inflação de 4,83%. Professores reivindicam a retomada do plano de carreira como medida essencial para reparar perdas acumuladas ao longo dos anos. Apesar das divergências, o sindicato defendeu o acordo como um avanço para a categoria, incluindo coordenadores pedagógicos, professores em regime REDA e docentes indígenas.
Com informações do Correio da Bahia.